O "MODELO DOS MODELOS" X EDUCAÇÃO INCLUSIVA
O texto de Calvino O Modelo dos Modelos inicia-se com uma metáfora de uma sociedade que busca a hegemonia em modelos homogêneos,
em que todos os seres humanos devem ser vistos como padronizados para que sejam bem aceitos. Contudo, o mesmo autor nos leva a deduzir a impossibilidade de, dentro de uma sociedade plural, encontrarmos um único modelo satisfatório
para designar os seres humanos. Dessa forma, com a distorção do modelo dos modelos, almejado pelos homens, o que nos convém é a convivência com as diferenças.
A escola comum é a representação da sociedade. Incicialmente, em um modelo tradicional, as pessoas eram agrupadas
de modo homogêneo, de maneira que todos deveriam buscar o modelo de perfeição. Sendo assim, aqueles que eram considerados heterogêneos eram vistos como incapazes e não obtinham êxito para avançar socialmente. Contudo,
atualmente, as Políticas Públicas avançam a favor dos menos prestigiados, mostrando igualdade de todos, perante a Lei. A inclusão escolar aconteceu a partir da Política Nacional de Educação Especial (MEC/2008) em que
se passa a considerar a educação como um bem comum, além de abrir vistas ao público até então excluído, garantindo o direito à educação básica em escolas regulares aos alunos com necessidades especificamente especiais.
Essa inciativa visa à superação de modelos em nossa sociedade, considerando igualmente os seres humanos, independentemente de sua condição social ou intelectual.
Nesse contexto, surge o AEE, ainda caminhando para efetivar um direito social. O intuito do AEE é apoiar a educação
de pessoas com deficiências, permitindo-lhes a superação de barreiras sociais enfrentadas por eles. Nessa perspectiva, é de grande importância a parceria, principalmente com a família, que deve estar atenta a todos os
direitos de seus familiares com deficiências para que possam ser concretizados. Há que se observar que, ainda hoje, mesmo com um política que lhe assegure os seus direitos, há escolas que não possuem salas de recursos
multifuncionais e arquitetura acessível a essas pessoas. Portanto, não só a família como também qualquer pessoa envolvida com a educação pode e deve ser um porta-voz dos direitos educacionais das pessoas com deficiência.
o AEE é o novo que se depara “face a face com a realidade mal padronizável
e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”.” No AEE tudo é percebido como passível de melhoras, respeitando-se o momento, as habilidades e as dificuldades de cada um.
Não se prioriza a deficiência, mas a potencialidade das pessoas, sendo assim, elas são vistas como capazes e únicas.
Pode-se pensar, então, que não existe receita pronta, cada dia é uma nova descoberta e aquilo que, muitas vezes, acreditamos ser impossível de se resolver torna-se viável.
Muito bom Roberta, é por isso que acredito no trabalho que realizamos. Acreditamos na potencialidade do nosso aluno e cada dia nos surpreendemos com algo novo que ele nos apresenta. Parabéns pelo texto.
ResponderExcluirAmiga Roberta,
ResponderExcluirGostei bastante de seu texto. Acreditarmos que a mudança é possível faz toda diferença.
Abraços...